domingo, 11 de abril de 2010

Takenoko - broto de bambu na cozinha japonesa


Takenoko, já experimentou? Se não, deveria.

Apesar do aumento significativo de casos de obesidade no Japão por conta da introdução de uma dieta mais ocidentalizada nos núcleos urbanos, a comida japonesa é conhecida amplamente como uma das mais saudáveis do mundo e tem por base o consumo de carboidratos, peixes, frutas e vegetais frescos que é responsável pela longevidade e qualidade de vida de boa parte dos japoneses. O takenoko, broto de bambu, como o conhecemos, é muito apreciado na culinária japonesa e é encontrado durante a primavera por um curto período. Saboroso, possui textura crocante e propriedades anticancerígenas, mas não se engane, pois uma vez colhidos os brotos de tornam rapidamente amargos, o que faz com que sejam vendidos cozidos e embalados a vácuo.

Se for possível consumí-los frescos o ideal é ferventá-los inteiros com um punhado de nuka (farelo de arroz) e depois descascá-los até alcançar o miolo.
Há inúmeras maneiras de preparo do takenoko; o tradicional arroz com takenoko, curtido, assado, grelhado, ensopado e em formato de onigiri vegetariano, entre outras.

O broto de bambu não é apreciado somente na culinária japonesa, mas em outros países como a China e até mesmo no Brasil onde vem sendo introduzido em diversos pratos de culinárias regionais, não só nos cardápios japoneses. De quando em quando, sempre que possível, em casa preparamos o takenoko com shoyu e normalmente quando conseguimos arranjar um número bom de brotos conservamos tudo em sal, um modo prático para quem quer consumir durante outros períodos do ano. Não há nada mais surpreendente do que ver um broto de bambu ser descascado... parece uma segunda pele que rompe inteira depois do primeiro corte (meio bizarro descrevendo assim, não é?). Pode parece estranho, mas é realmente engraçado quando a carapaça é cortada e retirada revelando o miolo do takenoko.


(imagem retirada do blog de Marisa Ono)

Por incrível que pareça até hoje eu nunca pude provar o takenoko mais fino, o que parece de jardim, apenas o graúdo, que pode ser um pouco mais amargo caso não se prepare bem (que frase dúbia, mas enfim...).

Bom, mas é isso mesmo... tirando os inevitáveis comentários e estranhezas sobre provar o takenoko ou deixar de provar, fica a sugestão:

(não parece uma delícia?)

E se ficou com receio de que o broto de bambu possa ser muito amargo então pode tentar este:

Hmm, bem melhor não é? Doces na versão original chocolate e outros sabores como morango, cheesecake e chá verde.

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Submissive dog - de submisso esse cachorro não tem nada!




Um cachorro, chamado Eri (que a princípio achei que fosse um cocker rsrs), é tentado pelos petiscos que sua dona coloca na sua cabeça...

mas esse cachorro é muito do esperto rsrsrsrs
Ele espera colocar mais petiscos pra comer mais rsrsrsrs

Garoto taiwanês cantando Whitney Houston

Lin Yu Chun, garoto taiwanês de 17 anos vem sendo comparado a Susan Boyle depois de despontar num programa de talentos ao estilo American Idol, o Super Star Avenue. Com muito talento ele cantou "I will always love you" de Whitney Houston:

(Tirando o gosto pelo cabelo de cuia ele é realmente muito talentoso)


(sim eu sei, eu não podia deixar passar sem essa)

quarta-feira, 31 de março de 2010

Walcyr Carrasco e a polêmica dos #OtakusContraGlobo

Recentemente pipocaram no twitter mensagens de críticas destinadas ao autor de novelas Walcy Carrasco numa manifestação que foi parar nos trending topics do Brasil como #OtakusContraGlobo.

Responsável por novelas de sucesso como Xica da Silva da extinta Manchete e por alavancar a audiência das tramas das 18h da Globo, Walcyr se envolveu na polêmica dos otakus quando postou há pouco tempo em seu twitter imagens de sua viagem ao Japão que geraram boatos de que ele escreveria sobre um tema específico em sua próxima novela: otakus. Bastou isso para que o autor fosse atacado em seu twitter com muitas mensagens de repulsa por parte de um grupo de pessoas que se autodenominou otakus. O temor de que tavez a temática fosse ridicularizada na novela promoveu uma onda de agressividade que foi respondida por Carrasco:

"Eu não pretendo falar sobre Otakus na minha próxima novela.Mas se fosse falar, agora estaria com uma péssima impressão depois das agressões"
"Toda essa questão mostra, realmente, o perigo da internet. Alguém inventou que eu iria fazer uma novela sobre cultura jovem pop japonesa…"
"Ninguém me perguntou ser era verdade ou mentira. A falsa notícia se espalhou. E virou verdade na cabeça de muitos…"


Além de outras frases já que o dilema ainda dura em sua página do twitter. Sinto dizer, mas esta é realmente uma situação desnecessária. Todos podiam ter passado sem essa, inclusive o autor. Ele tem razão ao exclamar que ninguém ali além dele poderia afirmar o que é verdade e mentira com relação a novela e a notícia falsa foi seguida e se tornou verdade para muitas pessoas que não se deram o trabalho de questioná-la, mas não hesitaram em agredir. Vamos abrir o olho gente...respeito é bom e todo mundo gosta.

Hashizada final
Para quem não sabe que raios é um otaku digamos que seja uma pessoa que se fecha para um universo imaginário... constrói uma barreira com a realidade... e não aplicamos apenas aos fãs de mangá... vemos otakus obcecados por muitas outras coisas como cantoras pop, games, pornografia. Não é raro vermos casos de ligações afetivas que se formam com objetos como bonecas de personagens da qual são fãs. É como escapar das relações reais... fugir de situações que como humanos, nos propomos a realizar ao viver em socidade: interagir com outros indivíduos.
No Brasil, no entanto, o termo é usado apenas para denominar os fãs de mangás e animes. Os brasileiros preferem andar em grupo e gostam de coisas variadas, diferente do otaku japonês. Assim como existe uma parte saudável do otaku brasileiro não descartamos a existência da parcela radical que busca uma auto-afirmação que exalte os valores daquilo de que se declaram fãs. Essa busca radical é que provoca atitudes desmedidas como a agressão a Walcyr Carrasco...

(Conceituação que tomei por referência a resenha publicada pelo portal Omelete do livro Otaku: os filhos do virtual, de Étienne Barral)

terça-feira, 30 de março de 2010

Hashizada da Meme - Páscoa e Pucca


Para quem vive em outro planeta e não conhece a Pucca, trata-se de uma série de animação produzida em Flash pelo estúdio sul coreano Vooz e levada ao ocidente em associação com a marca Jetix.
Pucca tem uma risadinha meiga apesar de ser hiper forte e muitíssimo apaixonada por Garu um ninja bem sério. Boa parte dos episódios nos deixa a dúvida se ele gosta mesmo dela porque está sempre fugindo de suas investidas amorosas. O pai e os tios de Pucca trabalham no restaurante Goh Rong e ela normalmente faz as entregas numa mobilete muito, muito rápida.

Bom, o que nos interessa é que Pucca se tornou um fenômeno comercial que vende horrores sob todos os formatos: brinquedos, cadernos, canecas, canetas, adesivos, agendas e o escambau. Eu mesma, não nego, gosto muito e compro sem titubear (-_-*). Segundo o hashizeiro Zardblend, por ter um design bem simples, tal qual Hello Kitty e Keropi, Pucca se torna muito agradável visualmente e fácil de memorizar. As cores também são um item que a torna mais atrativa. O vermelho nos remete apetite, também nos remete feminilidade e ao mesmo tempo paixão e romance. Daí temos uma febre comercial que chegou até na Páscoa. Sim, temos ovos de Páscoa da Pucca. Tudo muito bem feitinho, mas claro, o que vale mesmo é o brinde que vem. Temos a versão com canecão e claro, a versão 2010 que nos trouxe a este post.

(versão com canecão e versão 2010 - imagens retiradas de I Love Pucca)

Hashizadas entre chocolates

Foi numa inocente ida a uma loja de departamentos com teto forrado de ovos de chocolate (não mais com formato de ovo) que Tati (Tarako, leitora e crítica do CdH) e eu nos deparamos com vários ovos da Pucca. Felizes e contentes depois de passar por várias partes com ovos cilíndricos, amassados estrategicamente (como o do Batman que eu ainda não entendi o formato de Trakinas) e munidos de brinquedos, copos e canecas, finalmente víamos algo bem, bem esquisito; o squeeze da Pucca. A embalagem dizia que era um squeeze mas num primeiro momento achamos que era um pote, um vaso ou uma lancheira. Alguns segundos depois nos perguntamos onde estaria o maldito chocolate e foi aí que sentimos a protuberância no topo da cabeça do squeeze-pucca. Era um ovo pequeno e pesadinho... maciço.

(imagem da galeria de Aline Ribeiro) - O squeeze

"Que medo", acabei soltando sem querer e ouvi de volta: "sim...". Dois segundos se passaram até que de repente nossas cabeças refletiram em sintonia: "mas espera aí.... você imaginou como seria estranho eu parar na rua e dizer: 'peraí Tati, vou beber água' e de repente retirar de minha mochila um gigantesco squeeze em formato de Pucca?" "Olha, eu vou te dar um desses e vou te obrigar a usar em público" - Tati disse cortando meu devaneio. "Não, muito obrigada".


Esses foram acontecimentos reais, mas é claro que sabemos que por mais que aquilo seja um squeeze não foi lançado pra essa função real, até porquê o bocal é gigantesco e eu provavelmente morreria afogada tentando beber água. O caso é que não só as crianças adoram ( e com certeza têm o privilégio de usar isso em público), mas muitas que são fãs como eu, compram porque é realmente adorável (por mais estranho que seja) e atrai feito feitiço.

(Imagem retirada da galeria de Angelica) - percebam o tamanho do squeeze ali atrás

Os usos do squeeze, pelo que li por aí, variam de potes de bala à vaso ou simples enfeites de mesa, mas o importante é que para quem gosta, alguma utilidade tem e claro que se eu tivesse sido guiada por aquele espírito ardiloso do consumismo que sobrevive dentro de mim, eu também teria comprado. E olha que nem citei os brinquedos do Mc Lanche Feliz que trazem desta vez Naruto e Pucca. Ai ai... aonde é que eu vou parar? Só hashizando mesmo, pra não chorar.